O Bernardo chegou!!! Seja bem-vindo, amado neto! Encontrarás o amor de teus pais, teus tios, teus avós, de quem se agregou à nossa família e de quem mais vier para contemplar a vida. Nasceste num domingo de carnaval! Dia de sol para te receber como mereces, iluminado pela mão de Deus. Queridos Pito e Raque, papais de primeira viagem... parabéns! Cuidem do filhote com todo o amor e compreensão. Estou emocionadíssima! Vocês se conheceram num carnaval...e mais do que isso vocês se uniram para receber essa graça que é a vinda de um filho. Lembra, Pito, tu que sabes tocar vários instrumentos de uma escola de samba, tu que és um filho amado, que ias de bicicleta ao Senai para aprender uma profissão, que venceu muitos desafios, agora tens para quem passar teus aprendizados e ensinamentos. Estou orgulhosa, feliz,nas nuvens
Sou vovó!
Sejam bem-vindos (as) !!!!!!
segunda-feira, 3 de março de 2014
domingo, 26 de janeiro de 2014
Carta a um forasteiro
Olá, forasteiro
De que são feitos os dias?
Da neblina das madrugadas ?
Do sol abrindo sua forja?
Do bom na vida
Bom é ter o seu canto
Bom é ter um amor
Dizem que, bem melhor, ter a sorte de um amor tranquilo...
Ou louco, quem sabe?
O que mais caberia no teu mundo, forasteiro?Violão,
pescaria,pai
pão
quem mais cabe nesse teu mundo
eu caberia?
talvez sim, talvez não,
saudade...
ainda mais em tempo de uvas
me lembras uma uva, um lampião pendurado na vinha,
uma estrada no vale
uma árvore na esquina,
um portão no coração da cidade
Forasteiro, ainda te encontro
numa rua qualquer
para um encontro qualquer
ou qualquer encontro
Ainda te sentes forasteiro por aqui?
Queria que te sentisses daqui
Mas Bento é uma dessas cidades que cresce, cresce, cresce
e esquece de seus amores...
Para sempre
Italiana
domingo, 15 de dezembro de 2013
As lágrimas e as rosas
As primeiras
famílias de imigrantes que chegaram a Bento Gonçalves, chegaram em uma véspera
de Natal. Eram 20 famílias. Quando se
deram conta de que estavam em uma nova terra, desejaram passar a noite de Natal,
no lugar onde iriam construir suas vidas. Deixaram a alfândega, em Porto Alegre,
e rumaram para Bento Gonçalves, antiga colônia Dona Isabel. Ao chegarem na
esplanada, onde hoje está a Praça das Rosas e a Igreja Cristo Rei, as mulheres utilizaram
os lençóis para construir tendas, abrigando-se da noite. Eram
jovens famílias que precisavam sentir-se aninhadas, por isso o episódio ficou
conhecido como “a cidade branca”.
Não se sabe quanto tempo eles permaneceram no
campo aberto, onde hoje está a praça das Rosas e a igreja Cristo Rei mas, o
que se sabe, é que eles escolheram o planalto para poder avistar ao longe, para ter horizontes...
E, pelo jeito, a intenção
deu certo. Porque vivemos em uma das cidades mais desenvolvidas do Brasil.
As mulheres dos primeiros imigrantes que chegaram, na esplanada, onde está a
praça das rosas derramaram lágrimas por uma vida melhor.
Temos um exemplo
mais recente, as mães haitianas que deixaram seus filhos no Haiti e moram ,
hoje, em Bento também secam suas lágrimas com a ajuda que chega para que elas
revejam os filhos...
Mal sabiam elas ou mal sabem elas que, onde derramaram e derramarão lágrimas, nascerão rosas de todas as cores.
Boas Festas!
domingo, 1 de dezembro de 2013
Destino de casamento
Você sabia
que dezembro é o mês dos casamentos. Isso mesmo, dezembro deixou maio para trás.
Para celebrar o começo de uma nova fase, alguns casais preferem atravessar
fronteiras e planejar o casamento em cidades ou países diferentes, longe de
suas cidades de origem. A opção de casamento, conhecida como destination
wedding, destino de casamento - é uma tendência crescente. Por aqui, o destino
mais escolhido pelos casais é o litoral catarinense, baiano. No exterior, os
destinos preferidos são Caribe, Ilhas Maldivas, Itália e França. O casal pode
oferecer aos convidados apenas a festa no lugar escolhido ou arcar com todos os
custos, desde o transporte até a hospedagem.
Os motivos podem ser ligação afetiva com algum lugar ou o sonho de se
casar em algum cenário específico. Muito comum na Europa EUA e
o Japão, esta tendência está cada vez mais forte aqui no Brasil, afinal temos
tantos lugares lindos, somos tão festeiros, que tal viajar com os amigos e
família para celebrar algo especial?
E
adivinhem qual o cenário escolhido por aqui Vale dos Vinhedos e a cidade de
Monte Belo do Sul para ser destination wedding.
É isso
aí...
Nosso
belíssimo vale, está entre os destinos preferidos para casamentos, porque
dispõe de paisagens, culinária e vinhos lembro que, quando criança, aos
domingos, íamos até a Graciema, na casa de parentes de uma tia minha ... para
comer uva...nossa!! Parecia ser uma longa viagem, longeeeee
Mas as
uvas oferecidas e o espaço para brincar valiam uma tarde de domingo. Eis que
agora, além das vinhedos familiares, dos hotéis e cantinas pode-se ver, quem
sabe, uma noiva fazendo fotos entre os
vinhedos e os lírios. Um futuro brilhante para o enoturismo e para as duas pessoas que escolheram viver seu sonho
no Vale dos Vinhedos!!
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
Caminho de serragem
O presépio é talvez a mais antiga
forma de caracterização do Natal. Sabe-se que foi São Francisco de Assis, o primeiro
a usar a manjedoura com figuras esculpidas formando um presépio, tal qual o
conhecemos hoje. A ideia surgiu enquanto o santo lia, numa de suas longas
noites dedicadas à oração, um trecho de São Lucas que lembrava o nascimento de
Cristo. Resolveu então montar um presépio em tamanho natural, em uma gruta de
sua cidade. Desde então, os presépios foram se tornando cada vez mais populares
e, além da figura do Menino Jesus deitado na manjedoura, Maria e José, temos pastores,
os Reis Magos, a estrela e os animais.
Sabe quais eram os
diferenciais dos presépios da nossa
infância? Nós íamos buscar serragem ....isso mesmo, serragem – pó de madeira
serrada - na tanoaria do nonno Taffarel, onde ele fabricava barris e, aí, tínhamos a
matéria-prima para fazer os caminhos do presépio de nossas vidas.
Quem sabe possamos ver, neste Natal, mais
presépios nas casas e nas vitrines. E na Via Del
Vino, as pinturas de artistas plásticos feitas em barris! Temas que nos remetem
à infância: Natal, presépio e, no meu caso, neta de tanoeiros, os barris. Vai um quintanares aí?!
O tempo
Mário Quintana
A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é Natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.
sábado, 5 de outubro de 2013
123 anos de aventuras
" Para as colinas que fogem do poema, vejo-me chegar...assobiando ao longe ao que ainda me pertence."
Oscar Bertholdo
Os aventureiros são pessoas ousadas. Se arriscam. Eu os admiro. Da minha parte, nem roda-gigante me atrai. Ao saber da abertura de um parque de aventuras, na Linha Eulália, em Bento Gonçalves, lembrei-me
das pessoas ( me contaram, eu nunca vi) que atravessaram a pé, de bici ou de moto os arcos da Ponto do Rio das Antas. Coragem!
Mas, agora, diante dos esportes radicais, sabemos que há gente corajosa. Adooooro!
Por isso, quero mencionar aqui os aventureiros. Especialmente, aqueles que atravessaram mares. Estou falando dos pioneiros. Dos imigrantes, em sua maioria italianos, que aqui chegaram há 123 anos.
Aqui, em bento Gonçalves.
Poderíamos até dizer que , em busca de aventuras. Será??
Muitos nem conseguiram completar a travessia.
Aos que decidiram ficar, a minha homenagem. Graças a eles, e, aos que migraram, e isso acontece, todo o dia - sabemos que os números da população de Bento, mudam a cada seis meses - somos essa cidade próspera!
Eu sei de dois aventureiros que decidiram ficar. Graças a eles , euzinha estou aqui!!
Meu avô paterno migrou da cidade de Antônio Prado, passou por Caxias e se decidiu por Bento.
Meu avô materno, tinha sonhos, desejava saber o que havia além da localidade de Pulador ( hoje União da Serra) e partiu. Detalhe: sem a bênção paterna. Uma audácia para a época. Somente acenou para a mãe, que da janela do sótão da casa o enviou com uma bênção...para Bento Gonçalves.
Ambos eram tanoeiros.Que orgulho!
Os primeiros a confeccionarem pipas e barris para as cantinas.
Tudo isso , claro, com a força das minhas avós...eheheheh
Qual a sua parte na história de Bento Gonçalves?
Chegou há pouco?
Sempre viveu aqui?
Fez o mesmo caminho dos primeiros que aqui chegaram?
Saiba que está vivendo uma grande aventura, então!
Parabéns, Bento Gonçalves, nos seus 123 anos!
Minha terra!
Terra de meus filhos e de quem mais vier
Oscar Bertholdo
Os aventureiros são pessoas ousadas. Se arriscam. Eu os admiro. Da minha parte, nem roda-gigante me atrai. Ao saber da abertura de um parque de aventuras, na Linha Eulália, em Bento Gonçalves, lembrei-me
das pessoas ( me contaram, eu nunca vi) que atravessaram a pé, de bici ou de moto os arcos da Ponto do Rio das Antas. Coragem!
Mas, agora, diante dos esportes radicais, sabemos que há gente corajosa. Adooooro!
Por isso, quero mencionar aqui os aventureiros. Especialmente, aqueles que atravessaram mares. Estou falando dos pioneiros. Dos imigrantes, em sua maioria italianos, que aqui chegaram há 123 anos.
Aqui, em bento Gonçalves.
Poderíamos até dizer que , em busca de aventuras. Será??
Muitos nem conseguiram completar a travessia.
Aos que decidiram ficar, a minha homenagem. Graças a eles, e, aos que migraram, e isso acontece, todo o dia - sabemos que os números da população de Bento, mudam a cada seis meses - somos essa cidade próspera!
Eu sei de dois aventureiros que decidiram ficar. Graças a eles , euzinha estou aqui!!
Meu avô paterno migrou da cidade de Antônio Prado, passou por Caxias e se decidiu por Bento.
Meu avô materno, tinha sonhos, desejava saber o que havia além da localidade de Pulador ( hoje União da Serra) e partiu. Detalhe: sem a bênção paterna. Uma audácia para a época. Somente acenou para a mãe, que da janela do sótão da casa o enviou com uma bênção...para Bento Gonçalves.
Ambos eram tanoeiros.Que orgulho!
Os primeiros a confeccionarem pipas e barris para as cantinas.
Tudo isso , claro, com a força das minhas avós...eheheheh
![]() |
| Bento - anos 1960 |
Chegou há pouco?
Sempre viveu aqui?
Fez o mesmo caminho dos primeiros que aqui chegaram?
Saiba que está vivendo uma grande aventura, então!
Parabéns, Bento Gonçalves, nos seus 123 anos!
Minha terra!
Terra de meus filhos e de quem mais vier
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Ponto de vista
Daniel Picoloto Bernardini é deficiente visual total. Aos quatro anos, ganhou do avô o primeiro acordeão. A partir daí, aprendeu, “ de ouvido”, outros instrumentos, como violão, teclado e contrabaixo. Está retornando aos palcos com a formação de um novo grupo musical. E tem mais, além da música, a vida de Bernardini é intensa, ao lado da mulher Cláudia Gaspari, também deficiente visual, do amigão Rama, um cão-guia de cinco anos, dos associados da Associação de Deficientes Visuais de Bento Gonçalves (ADVBG) e dos colegas da Rádioweb Ponto de Vista. Aha! Ele está cursando duas faculdades: Administração de Empresas e Análise de Sistemas.
O músico bento-gonçalvense de 32 anos, estudou na Escola Estadual Bento Gonçalves da Silva até a quarta série. “Na época, havia a sala de recursos para pessoas com deficiência visual. Lembro da professora Clarice Roncatto Galiazzi, e também, do reforço escolar, que eu fazia, na parte da tarde, com a professora, Sandra Mara Marodin Ferreira, na Associação dos Deficientes Visuais, que, aliás, está completando 30 anos, este ano,“ diz Bernardini. Essa afirmação vem de quem realmente integra-se à entidade. Ele é vice-presidente da ADVBG (que presta serviços de habilitação e reabilitação de pessoas com deficiência visual, reforço escolar, além da inserção do deficiente no mercado de trabalho). Ele recebeu muito incentivo da mãe Elizabeth Dutra Picoloto. Os brinquedos com sons diferentes e a primeira gaitinha amarrada à cadeira são lembranças da infância. “Meu ouvido musical correspondeu,” acrescenta. Ele também é presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (COMUDEF), entre outros cargos. Nessa agenda, ele deixa um tempo para ensaiar e recriar o repertório de música nativista. Bernardini já teve um estúdio de produção musical. ”A ideia é recomeçar aqui em Bento, em uma nova parceria musical com mais quatro amigos, compondo o grupo Andanças Gaúchas,” acrescenta ainda.
Um período muito importante da vida de Bernardini foi quando passou a residir em Balneário Camboriú. “Lá, eu tocava em bares, clubes e festas. Nos anos 2000, foram montados palcos em toda a orla, com diversidade de culturas. Eu representei a cultura gaúcha,” recorda o músico. Com inúmeros prêmios obtidos em rodeios e festivais de cultura, Bernardini faz questão de citar os instrumentalistas, Renato Borghetti, Dominguinhos, Albino Manique, Edson Dutra e Luiz Carlos Borges como suas referências. Além, é claro, dos pais e avós, especialmente, o avô materno Arcelino Picoloto - colecionador e apaixonado por acordeões - desempenhando papel importante em seu desenvolvimento musical.
Ponto de Vista
Bernardini sempre trabalhou com Informática, realizando manutenção de computadores. Foi instrutor do SENAI, ministrando cursos e palestras em diversas cidades. Ele é cedido da Prefeitura para a Associação. No momento atual, vem trabalhando também na Rádio Ponto de Vista, projeto de sua autoria e vinculado à marca cultural da instituição. A emissora é utilizada como laboratório. Futuramente, uma forma de autossustentação. “Sempre gostei muito de rádio e sempre tive contato com a comunicação através do rádio-amador que me serviu como base. Esse é um projeto que tem muito a expandir. Já temos, na programação, um quadro de relatos de viagens, um programa de debates com o advogado e Procurador da Fazenda Nacional, em João Pessoa, Genésio Fernandes Vieira, com temática sobre os direitos das pessoas com deficiência, e um programa de músicas gaúchas, a partir das 17 horas, com o colaborador Saulo Scarmagnan. Através da internet, podemos alcançar um público diverso em qualquer lugar, bastando estar conectado, o que torna este tipo de emissora muito interessante,” enfatiza.
Quanto ao mercado de trabalho, ele é categórico ao afirmar que é necessário conscientizar o empresariado. Existe uma lei de cotas para as empresas admitirem pessoas com deficiência. “ Para o cego ou o “ baixa visão” em si, é mais crítico, porque entra a questão do preconceito,” diz.
Ele afirma que, “não existe desculpa, nem para o empregador, nem para o empregado, com tanta tecnologia, todos podemos desenvolver nossas atividades. Há treze anos, quando eu comecei, no escritório da Mobel, fui aprendendo aos poucos, hoje, temos um aplicativo no telefone celular com detector de cores, de dinheiro, de objetos, de código de barras. É uma ferramenta essencial. Além do programa de computador JAWS, leitor de tela.”
Uma relação de amizade e trabalho
Bernardini é o único cego, em Bento Gonçalves, usuário de cão-guia. O labrador de cor preta, que o acompanha, chama-se Rama e, de uma ninhada de dez filhotes, foi um dos três, a apresentar personalidade adequada para tornar-se cão-guia de cego: liderança e submissão. No Brasil, existem somente 80 cães.
Rama foi entregue a Bernardini, há cinco meses, numa readaptação envolvente. Geralmente, eles têm apenas um dono. No caso de Rama, Bernardini é o segundo usuário. O primeiro foi o professor Álvaro da Silva, já falecido. Uma referência na vida de Bernardini. “Concluí o ensino fundamental e Cursei o Ensino Médio, em Santa Catarina, tendo o Álvaro, também cego, como professor. Um grande amigo,” relata. Ele complementa que, Rama acompanhava o professor Álvaro da Silva e ficou muito mal com a perda do dono. Precisou se readaptar.
Voltou para a Escola de Treinamento Helen Keller, única no Brasil, localizada em Balneário Camboriú, Santa Catarina. O instrutor Fabiano Pereira lembrou-se de que Bernardini tinha as mesmas características do primeiro usuário, como, a altura e o jeito de andar, e escolheu a nova dupla. “A relação de amor, de carinho e de amizade, criamos depois,” complementa ainda Bernardini.
Ele destaca que, apesar dos problemas de acessibilidade que temos em Bento e do relevo acidentado, está sendo muito legal essa parceria. “Rama foi treinado para não se dispersar. As pessoas, aqui, sabem e entendem. Somente quando ele estiver com o equipamento de trabalho, peço, por favor, que não passem a mão e não distraiam o cão. Ele pode se colocar em situação de risco, e deixar o usuário também em situação de perigo. O que seria ruim para ambos, já que é um cão de trabalho e faz isso com muita alegria, respondendo a comandos. Nos momentos de descanso, Rama pode brincar livremente como qualquer cão. Vivemos uma relação muito forte,” finaliza Bernardini.
Um período muito importante da vida de Bernardini foi quando passou a residir em Balneário Camboriú. “Lá, eu tocava em bares, clubes e festas. Nos anos 2000, foram montados palcos em toda a orla, com diversidade de culturas. Eu representei a cultura gaúcha,” recorda o músico. Com inúmeros prêmios obtidos em rodeios e festivais de cultura, Bernardini faz questão de citar os instrumentalistas, Renato Borghetti, Dominguinhos, Albino Manique, Edson Dutra e Luiz Carlos Borges como suas referências. Além, é claro, dos pais e avós, especialmente, o avô materno Arcelino Picoloto - colecionador e apaixonado por acordeões - desempenhando papel importante em seu desenvolvimento musical.
Ponto de Vista
Bernardini sempre trabalhou com Informática, realizando manutenção de computadores. Foi instrutor do SENAI, ministrando cursos e palestras em diversas cidades. Ele é cedido da Prefeitura para a Associação. No momento atual, vem trabalhando também na Rádio Ponto de Vista, projeto de sua autoria e vinculado à marca cultural da instituição. A emissora é utilizada como laboratório. Futuramente, uma forma de autossustentação. “Sempre gostei muito de rádio e sempre tive contato com a comunicação através do rádio-amador que me serviu como base. Esse é um projeto que tem muito a expandir. Já temos, na programação, um quadro de relatos de viagens, um programa de debates com o advogado e Procurador da Fazenda Nacional, em João Pessoa, Genésio Fernandes Vieira, com temática sobre os direitos das pessoas com deficiência, e um programa de músicas gaúchas, a partir das 17 horas, com o colaborador Saulo Scarmagnan. Através da internet, podemos alcançar um público diverso em qualquer lugar, bastando estar conectado, o que torna este tipo de emissora muito interessante,” enfatiza.
Quanto ao mercado de trabalho, ele é categórico ao afirmar que é necessário conscientizar o empresariado. Existe uma lei de cotas para as empresas admitirem pessoas com deficiência. “ Para o cego ou o “ baixa visão” em si, é mais crítico, porque entra a questão do preconceito,” diz.
Ele afirma que, “não existe desculpa, nem para o empregador, nem para o empregado, com tanta tecnologia, todos podemos desenvolver nossas atividades. Há treze anos, quando eu comecei, no escritório da Mobel, fui aprendendo aos poucos, hoje, temos um aplicativo no telefone celular com detector de cores, de dinheiro, de objetos, de código de barras. É uma ferramenta essencial. Além do programa de computador JAWS, leitor de tela.”
Uma relação de amizade e trabalho
Bernardini é o único cego, em Bento Gonçalves, usuário de cão-guia. O labrador de cor preta, que o acompanha, chama-se Rama e, de uma ninhada de dez filhotes, foi um dos três, a apresentar personalidade adequada para tornar-se cão-guia de cego: liderança e submissão. No Brasil, existem somente 80 cães.
Rama foi entregue a Bernardini, há cinco meses, numa readaptação envolvente. Geralmente, eles têm apenas um dono. No caso de Rama, Bernardini é o segundo usuário. O primeiro foi o professor Álvaro da Silva, já falecido. Uma referência na vida de Bernardini. “Concluí o ensino fundamental e Cursei o Ensino Médio, em Santa Catarina, tendo o Álvaro, também cego, como professor. Um grande amigo,” relata. Ele complementa que, Rama acompanhava o professor Álvaro da Silva e ficou muito mal com a perda do dono. Precisou se readaptar.
Voltou para a Escola de Treinamento Helen Keller, única no Brasil, localizada em Balneário Camboriú, Santa Catarina. O instrutor Fabiano Pereira lembrou-se de que Bernardini tinha as mesmas características do primeiro usuário, como, a altura e o jeito de andar, e escolheu a nova dupla. “A relação de amor, de carinho e de amizade, criamos depois,” complementa ainda Bernardini.
Ele destaca que, apesar dos problemas de acessibilidade que temos em Bento e do relevo acidentado, está sendo muito legal essa parceria. “Rama foi treinado para não se dispersar. As pessoas, aqui, sabem e entendem. Somente quando ele estiver com o equipamento de trabalho, peço, por favor, que não passem a mão e não distraiam o cão. Ele pode se colocar em situação de risco, e deixar o usuário também em situação de perigo. O que seria ruim para ambos, já que é um cão de trabalho e faz isso com muita alegria, respondendo a comandos. Nos momentos de descanso, Rama pode brincar livremente como qualquer cão. Vivemos uma relação muito forte,” finaliza Bernardini.
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Pagode e música gaúcha
Do tradicionalismo ao
time do coração. Do pagode à música gaúcha. Da solidariedade à admiração do público. Essa
é a trajetória de Altair Fernandes - o Feijão. Confira.
O artista Altair Fernandes considera-se uma figura
folclórica na cidade de Bento Gonçalves. Ele anda sempre “ pilchado”, possui uma
coleção de cerca de 13 pandeiros e orgulha-se de, como músico e DJ,
proporcionar formação universitária às filhas. Outra superação, é ter vencido o
alcoolismo. Assunto do passado, mas que o faz lembrar da mãe Natalina, que
perdeu quando tinha 12 anos, e também,
da mãe de criação: Judevina. Para o mundo, ele é o torcedor símbolo do Sport
Clube Internacional.
E – acima de tudo - tradicionalista. “Bombacha tem que respeitar,” diz o músico de
56 anos. Há 30, sendo personagem atuante no cenário turístico do município,
protagonista em shows no Hotel Dall´Onder e nos passeios de Maria-fumaça. Ele
acrescenta que “ não foi à toa, que chimangos e maragatos lutaram por esse
Estado. Tenho o maior orgulho de ser gaúcho.”
Pagode, samba e
música gaúcha
Fernandes lançou um CD e tem participação em mais oito. Também
esteve nos Festivais Regionais da Canção, realizados, nos anos 1980, no Ginásio
de Esportes, recebendo premiações. Ele lamenta, que não existam mais eventos
como esses. Fernandes recorda que foram reuniões em casa de amigos, como Manuel
da Rosa e Marlene Correa, que o motivaram a tocar e cantar. Daí em diante, ele
participou do Grupo Urbano, com apresentações no Bar Parada 17, localizado no
centro da cidade. “Fui o criador do primeiro grupo de pagode de Bento, O Pagode
do Feijão”, acrescenta ainda. Além disso, fez parte dos grupos Chorinho,
Tarantella, Bento Gonçalves e Cambicho. No Bloco Carnavalesco “ Broko da
Broka”, ele compôs um samba em homenagem a Via Del Vino.
“ Tu conheces a história do Feijão Noel, guria?
Vou te contar...”
Agregando a solidariedade à vida de músico, tradicionalista
e ex-vereador, ele criou o Grupo da Terceira Idade “ Tia Luiza “. Mas, é, em uma data especial, que ele se emociona. “Todos os
Natais, no final do dia, eu visito os doentes no hospital. Distribuo balas. Vou
lá de Feijão Noel e vejo a emoção das pessoas que, até então, tinham passado o
Natal sozinhas,“ enfatiza.
quarta-feira, 10 de julho de 2013
A vovó tá na academia
A vida vem na sequência. Sol, chuva. Verão, inverno. Noite, dia. Semente, flor. Alicerce, telhado.
Amar, amor. Mãe, filho. Filho, neto. É isso. Vamos direto ao assunto. Vou ser vovó. Notícia boa. Saborosa. Seja bem-vindo, bem-vinda ao século XXI! Tu és o amor de teus pais...teus tios, tua avó.
Ai, meu Deus, eu, avó??
As lembranças do Pito e da Bibi pequenos, vem à mente, entre uma infância, numa cidade, em que se deixava os filhos brincarem nas calçadas. Meu filho, aos 6 anos, ia no mercado pra mim. Na saída da escola, o esperava do outro lado da Osvaldo Aranha. As cercas começaram a aparecer nas casas da vizinhança, brincar, na casa da vó, era bom...
Eu, vovó?? Adooooro. Tenho mil poesias pra te dar!! Mil beijos, mil abraços!! Algumas histórias, quer ouvir?
Aha...te contarei desde os clássicos, até minhas crônicas afetivas. Tu já fazes parte delas!
Somente, dá um tempo para a vovó. Uns minutos, para atualizar o Face, o Blog, conferir os emails, dar um alozinho no chat, passar as fotos... aha, vovó volta logo. Ela foi até a academia.
Tem também um café com as amigas, com os amigos ( se a mamãe deixar, tu vens junto, claro) Aha...por enquanto, na balada, com a vovó, ainda não, tá???!!!
Mas, comigo estarás, quando viajarmos pelo azul da alma, o colorido das flores, o verde das plantas, uma pracinha com rosas, uma bicicleta com rodinhas...
Quando o sol se pôr no horizonte... dormirás com teu anjo da guarda e com o carinho dos teus papais.
Nós te amamos!!
Amar, amor. Mãe, filho. Filho, neto. É isso. Vamos direto ao assunto. Vou ser vovó. Notícia boa. Saborosa. Seja bem-vindo, bem-vinda ao século XXI! Tu és o amor de teus pais...teus tios, tua avó.
Ai, meu Deus, eu, avó??
As lembranças do Pito e da Bibi pequenos, vem à mente, entre uma infância, numa cidade, em que se deixava os filhos brincarem nas calçadas. Meu filho, aos 6 anos, ia no mercado pra mim. Na saída da escola, o esperava do outro lado da Osvaldo Aranha. As cercas começaram a aparecer nas casas da vizinhança, brincar, na casa da vó, era bom...
Eu, vovó?? Adooooro. Tenho mil poesias pra te dar!! Mil beijos, mil abraços!! Algumas histórias, quer ouvir?
Aha...te contarei desde os clássicos, até minhas crônicas afetivas. Tu já fazes parte delas!
Somente, dá um tempo para a vovó. Uns minutos, para atualizar o Face, o Blog, conferir os emails, dar um alozinho no chat, passar as fotos... aha, vovó volta logo. Ela foi até a academia.
Tem também um café com as amigas, com os amigos ( se a mamãe deixar, tu vens junto, claro) Aha...por enquanto, na balada, com a vovó, ainda não, tá???!!!
Mas, comigo estarás, quando viajarmos pelo azul da alma, o colorido das flores, o verde das plantas, uma pracinha com rosas, uma bicicleta com rodinhas...
Quando o sol se pôr no horizonte... dormirás com teu anjo da guarda e com o carinho dos teus papais.
Nós te amamos!!
| Primeiro uniforme do papai |
quarta-feira, 3 de julho de 2013
De gaita e cuia
O acordeonista
bento-gonçalvense, Ezequiel Wagner De Toni já representou a cultura gaúcha em
países como a França, Espanha, Uruguai, Chile, Peru, entre outros. Em agosto
deste ano, ele embarca para a China, de “gaita e cuia “.
O celular do músico tocou à hora da entrevista. O toque
musical? A canção Porto Alegre, de Oscar dos Reis. A partir daí, já temos uma
noção da paixão de Ezequiel Wagner De Toni pela música tradicionalista gaúcha. Com
esforço, dedicação e muito ensaio, o professor de acordeão prepara-se para
representar o Brasil na China, junto ao CTG Aldeia dos Anjos, de Gravataí, no
período de 28 de agosto a 5 de setembro de 2013. Chega a se entristecer um
pouco, pois deixará aqui os seus alunos e a família: os pais, Sérgio e Marilene
e a mulher Ana Carolina. Porém, logo retoma o foco e se refaz, lembrando que
tem que estudar muito para “ não fazer feio” diante dos representantes da
Europa e demais países no festival de música. “ O povo de lá, vai aos festivais
para ver o que tem de melhor na cultura, o nível é competitivo, “ diz De Toni,
referindo-se aos acordeonistas da Europa, onde o instrumento é bastante
difundido. Ele acrescenta que, naquele continente, as crianças, começam a
estudar música e partituras aos quatro anos de idade. “Se você achar que é um bom músico, você pode se enganar,
porque, eles buscam a perfeição,”, salienta ele.
Nos arredores de
Paris
Em 2011, De Toni apresentou-se na cidade de Gannat, próximo
à capital francesa. Foi sua primeira viagem internacional. “Eu voltaria a Paris,”
enfatiza. Na ocasião, ele acompanhava a Invernada Adulta “Rancho da Saudade“,
de Cachoeirinha. Por meio de um convite para participar do Festival “Les
Cultures Du Monde”, ele hospedou-se em casas de família, numa espécie de
intercâmbio cultural. “O público apaixona-se não só pela música, mas pela
indumentária do gaúcho. Querem fazer fotos com a gente. Nos perguntam sobre
samba, frevo, chorinho, bossa-nova e, é claro, encantam-se pela música gaúcha.
“
Rumo a China
Tocando desde os 14 anos em bailes, hoje, aos 26, De Toni
dedica-se às aulas, aos alunos e às invernadas que representa. Sempre almejou representar a cultura
brasileira. O sonho realizou-se. Ele salienta que -“Tu vais até onde tu te
permites ir” - E, desta vez, é para a China.
terça-feira, 25 de junho de 2013
Te elegi
Lindo, lindo, lindo demais... ( com licença, dos autores)
Coisas que os olhos não viram,
Que o coração jamais imaginou.
Tais são os bens que tens
Preparados pra mim.
Que tudo deixei para te seguir
Que considerei nada comparado
Ao muito que há em ti.
De que vale ao homem ganhar o mundo inteiro
Se vier a perder sua alma.
Colocar a confiança em tesouros passageiros
Que ferrugem ou traça os podem consumir.
Te elegi, como minha riqueza
Em ti está o meu coração.
Minha herança e fortaleza
Minha vida e salvação.
Em ti está o meu coração.
Minha herança e fortaleza
Minha vida e salvação.
Te elegi, como minha riqueza
Em ti está o meu coração.
Minha herança e fortaleza
Minha vida e salvação. ( Comunidade Recado)
Em ti está o meu coração.
Minha herança e fortaleza
Minha vida e salvação. ( Comunidade Recado)
domingo, 23 de junho de 2013
12 anos sem meu pai
" Há sempre uma viagem por fazer." Oscar Bertholdo
Há 12 anos, meu pai despedia-se dos filhos, das ideias, dos ideais, dos significados, dos feitos. Na manhã do dia 24 de junho de 2001, o coração pararia de bater, num susto e numa desapropriação. Dia 24, Dia de São João e Dia do Gráfico, ele partiu para a viagem, que ainda lhe restava fazer.
Levou luzes daqui. Deixou estrelas, com muito brilho, pouco brilho, intensamente férteis e criativas.
Meu pai tinha ideias. Talvez, algum empreendedorismo. Mas, mais comunicação. Formou sua família, com o exemplo vindo da família materna. Minha vó, exercia o poder. Sobre as coisas da vida. Ele herdou honestidade e caráter. Passou adiante. Cabe a qui, também, homenageá-lo pela criatividade. Reza a lenda que, nos anos 1950 ou 60, não sei bem, foi lançado um concurso para criação do nome de uma fábrica de bebidas em Bento Gonçalves. Meu pai foi vencedor com o nome Licorsul. Conhecem? Virou bairro.
De quem será que herdamos a criatividade, hein, queridos manos??
Um homem sociável e comunicativo. Inteligente. Se acertou ou errou, não cabe a nós julgarmos.
O perdão por algum ato falho , da minha parte, ele tem.
Descanse no céu de tua criatividade e honestidade, pai querido! ( Homenagem da tua filha, Janete )
Há 12 anos, meu pai despedia-se dos filhos, das ideias, dos ideais, dos significados, dos feitos. Na manhã do dia 24 de junho de 2001, o coração pararia de bater, num susto e numa desapropriação. Dia 24, Dia de São João e Dia do Gráfico, ele partiu para a viagem, que ainda lhe restava fazer.
Levou luzes daqui. Deixou estrelas, com muito brilho, pouco brilho, intensamente férteis e criativas.
Meu pai tinha ideias. Talvez, algum empreendedorismo. Mas, mais comunicação. Formou sua família, com o exemplo vindo da família materna. Minha vó, exercia o poder. Sobre as coisas da vida. Ele herdou honestidade e caráter. Passou adiante. Cabe a qui, também, homenageá-lo pela criatividade. Reza a lenda que, nos anos 1950 ou 60, não sei bem, foi lançado um concurso para criação do nome de uma fábrica de bebidas em Bento Gonçalves. Meu pai foi vencedor com o nome Licorsul. Conhecem? Virou bairro.
| Meus pais Leda e Nestor Nodari com o primo Remigio Nodari (in memoriam) -1976 |
De quem será que herdamos a criatividade, hein, queridos manos??
Um homem sociável e comunicativo. Inteligente. Se acertou ou errou, não cabe a nós julgarmos.
O perdão por algum ato falho , da minha parte, ele tem.
Descanse no céu de tua criatividade e honestidade, pai querido! ( Homenagem da tua filha, Janete )
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Aromas da memória
De volta às origens
Neto de imigrantes trentinos e beluneses, Luzzatto diz que
aprendeu o português na escola, pois tanto em casa como na “vila”(Pinto
Bandeira), a única língua falada era o
vêneto ou talian.
Cultura italiana
Foi atendendo a pedidos de receitas e no esforço de resgatar
sua língua materna que o escritor passou a dedicar seu tempo à cultura
italiana. Há vários anos, participa também como palestrante-convidado, dos
Encontros de Radialistas Divulgadores do Talian no Rio Grande do Sul e Santa
Catarina. Entre os livros que estão aguardando publicação, ele destaca os
seguintes títulos: “Sabedoria Popular – Provérbios e Expressões do cotidiano
dos imigrantes italianos no Rio Grande do Sul”; “Pitosto che viver sento ani a
stento, vìverghene solque sinquanta, ma contento”( um livro politicamente
incorreto) e “Lampi de Memória – Asseme Che vê conte prima Che me desménteghe”,
livro que recém terminou de escrever. Também na fila para ser publicado está
“Estri e Schersi”, um livro de poesias, em talian, evidentemente.
A “Vila”
Nesse universo, que
ele ainda faz questão de chamar de “vila”, Luzzatto salienta que passa os dias
escrevendo, cuidando dos cães adotados e, frequentemente preparando pizzas e
pastas para amigos e turistas.
Casado com Elisa Wenzel Luzzatto. Tem dois filhos Antônio e
Caroline e quatro netos: Maximilian, Carlota, Otto e Sebastião. Mariana é a
quinta neta, que também frequenta sua casa. Ela é a filha caçula da Andréia,
filha mais nova do seu primeiro casamento. Para eles Luzzatto procura passar a máxima de que “se deve
aproveitar o saber, vivendo com ética e dignidade”, ou, como ele se expressa em
talian, com creansa!
Ao final da entrevista, partimos rumo a Bento, enlevados
pelo conhecimento do escritor Darcy Loss Luzzatto - adquirido em viagens,
leituras e escritos - e pela paisagem de outono, que se descotinava ao
entardecer.
Colecionadora de santinhos
A história da maior festa religiosa do município de Bento
Gonçalves está guardada na memória da professora aposentada Dedi Lúcia Turconi,
moradora do bairro Centro. Ela confia em suas lembranças, mas, precavida, fez
anotações em cadernos e armazenou, em pastas, o material impresso das primeiras
festas de Santo Antônio realizadas no início do século XX até hoje. Segundo
ela, a coleção de santinhos é uma relíquia.
A colecionadora conta que, passou em cerca de 300
residências em busca de informações.
“ Também no Museu Casa do Imigrante, no Museu Hipólito De
Costa (Porto Alegre), no Correio Rio-grandense e pesquisei, em jornais antigos,
como Il´Corriere D´ Italia, “ diz a aposentada . A ideia surgiu, no ano de
1987, quando foi criada a Comissão de Cultura pela então festeira, Leonora
Roman Fillipon. Foi ela quem incentivou
Dedi a resgatar o acervo de uma das festas mais populares do estado do Rio
Grande do Sul.
Santinhos
O primeiro santinho é de 1906. Só em 1931, aparecem os nomes
dos festeiros impressos no verso. Na
coleção, faltam apenas dois: dos anos 1936 e 1937. Dedi acrescenta que, contou
com a ajuda do padre Ernesto Mânica, falecido em 2009. “Ia sempre conversar com
o padre Mânica, até que ele me disse: escreve a história das festas. E eu levei
isso a sério, já tenho material para um livro. Também pesquisei os nomes dos
festeiros. Disse ao Pároco Isidoro Bigolin, que ao divulgarem o nome dos
festeiros, que fossem os nomes certos, “enfatiza.
Ainda conforme a professora, de 1919 a 1927 eram nomeados
homens somente. De 1928 a 1943, eram sorteados nomes de homens de diferentes
famílias e de mulheres que eram chamadas “juízas”. “Naquela época , o festeiro
era mais importante que o intendente, por isso todo mundo queria o cargo, daí o
sorteio,“ conta a aposentada.
Devoção
A devoção e interesse da professora em resgatar a história
ficam evidentes quando ela apresenta as curiosidades da festa. Uma delas é que,
no ano de 1989, a Caixa Estadual escolheu a festa popular, em Bento Gonçalves,
para extração da loteria, no dia 13. Outra situação, é que o primeiro sacerdote
a chegar a Bento Gonçalves, o padre Giovanni Menegotto, não tem uma placa de
homenagem no interior da igreja.
Dedi considera-se uma curiosa. Está sempre em busca de dados
históricos. Apesar de ter encontrado algumas pessoas reticentes, ela encontrou
também amigos que a ajudaram nessa pesquisa sobre a tradição das festas de
Santo Antônio. A colecionadora pretende doar a coletânea de santinhos. “Vou
doar para a Paróquia Santo Antônio, quando esta tiver um museu,” complementa.
domingo, 26 de maio de 2013
Maravida
Era uma vez eu no meio da vida
Essa vida assim, tanto mar, tanto mar
Coisa de doce e de sal
Essa vida assim, tanto mar, tanto mar
Sempre o mar, cores indo
Do verde mais verde ao anil mais anil
Cores do sol e da chuva
Do sol e do vento, do sol e o luar
Era o tempo na rua e eu nua
Usando e abusando do verbo provar
Um beija-flor, flor em flor, bar em bar
Bem ou mal margulhar
Sempre menina franzina, traquina
De tudo querendo, provar e provar
Sempre garota, marota, tão louca
A boca de tudo querendo levar
Vida, vida, vida
Que seja do jeito que for
Mar, amar, amor
Se a dor quer o mar dessa dor, ah!
Quero no meu peito repleto
De tudo que possa abraçar
Quero a sede e a fome eternas
De amar, e amar e amar
Vida, vida, vida
Que seja do jeito que for
Mar, amar, amor
Se a dor quer o mar dessa dor, ah!
Quero no meu peito repleto
De tudo que possa abraçar
Quero a sede e a fome eternas
De amar, e amar e amar... ( com licença, dos autores)
Essa vida assim, tanto mar, tanto mar
Coisa de doce e de sal
Essa vida assim, tanto mar, tanto mar
Sempre o mar, cores indo
Do verde mais verde ao anil mais anil
Cores do sol e da chuva
Do sol e do vento, do sol e o luar
Era o tempo na rua e eu nua
Usando e abusando do verbo provar
Um beija-flor, flor em flor, bar em bar
Bem ou mal margulhar
Sempre menina franzina, traquina
De tudo querendo, provar e provar
Sempre garota, marota, tão louca
A boca de tudo querendo levar
Vida, vida, vida
Que seja do jeito que for
Mar, amar, amor
Se a dor quer o mar dessa dor, ah!
Quero no meu peito repleto
De tudo que possa abraçar
Quero a sede e a fome eternas
De amar, e amar e amar
Vida, vida, vida
Que seja do jeito que for
Mar, amar, amor
Se a dor quer o mar dessa dor, ah!
Quero no meu peito repleto
De tudo que possa abraçar
Quero a sede e a fome eternas
De amar, e amar e amar... ( com licença, dos autores)
sábado, 11 de maio de 2013
Mãe
Mãe,
A semana demorou a passar. Maio, no seu início, sempre é um pouco saudosista. Mês das Mães. Dos comerciais com filhos e mães perfeitos. De famílias perfeitas. De flores no ar. Por isso, sei que preciso ser forte nessa época. Por aqui, algumas mudanças aconteceram. A cidade cresceu. Teus netos cresceram. Teus filhos evoluíram. Uma evolução gradual, daquelas que a gente consegue por meio de atitudes, de decisões, de superações. Como eram bons os dias das mães contigo- presença. Agora, sei que nos cuida lá de cima. Obrigada, mãe, pela mulher que fostes. Que enfrentou décadas de revolução feminina e continuou com tua meiguice e ternura. Belo exemplo de mulher elegante e bonita. Eu tento seguir-te, na elegância dos gestos. No amor pelas flores, violetas e caprichos. Pra ti, um Feliz Dia das Mães, junto à Mãe de todas as mães! Bênção...Tua filha Janete
A semana demorou a passar. Maio, no seu início, sempre é um pouco saudosista. Mês das Mães. Dos comerciais com filhos e mães perfeitos. De famílias perfeitas. De flores no ar. Por isso, sei que preciso ser forte nessa época. Por aqui, algumas mudanças aconteceram. A cidade cresceu. Teus netos cresceram. Teus filhos evoluíram. Uma evolução gradual, daquelas que a gente consegue por meio de atitudes, de decisões, de superações. Como eram bons os dias das mães contigo- presença. Agora, sei que nos cuida lá de cima. Obrigada, mãe, pela mulher que fostes. Que enfrentou décadas de revolução feminina e continuou com tua meiguice e ternura. Belo exemplo de mulher elegante e bonita. Eu tento seguir-te, na elegância dos gestos. No amor pelas flores, violetas e caprichos. Pra ti, um Feliz Dia das Mães, junto à Mãe de todas as mães! Bênção...Tua filha Janete
quarta-feira, 8 de maio de 2013
A mulher que me gerou
Olhei, analisei, tive uma surpresa.
Mãe para ela é quem a criou.
E como elas se dão bem.
Ela conheceu a " mulher que a gerou", mas nada sentiu.
Sentimentos são inexplicáveis.
Amor de mãe é inexplicável.
O filho vem da barriga,
vem do coração,
vem do amor.
vem num engano
vem por que quer
vem por vir
vem e depois a gente vê.
Neste Dia das Mães, podes crer, Lia, que tua mãe adotiva merece todos os abraços do mundo. A data pode ser até comercial, mas maio é mês de Maria, então, força, foco e fé.
Para minha mãe, raio de luz a brilhar , todos os meus abraços, meus lampejos de alegria, meus dias de tristeza , a chorar de saudade...
Mãe, parabéns, onde quer que estejas...entre as flores, entre almofadas macias, entre campos floridos, no branco dos tapetes...
com Deus!!
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Harmonia das flores
| Paulo de Bento |
O designer floral
Paulo de Bento inspira-se na beleza das flores para fazer de seu empreendimento
um local criativo e abençoado. Os
arranjos unem técnica, materiais diferenciados, cores e flores. Além, claro, do
talento desse carioca que escolheu Bento Gonçalves para viver.
Foi arrumando a capela do seminário, onde estudou, em
Petrópolis, Rio de janeiro, que Paulo de Bento (nome artístico) descobriu sua
verdadeira vocação: a criação de arranjos florais. Ele conta que ao chegar a
Bento Gonçalves, conheceu uma senhora que o acolheu, a Tui. Os dois cultivaram
o desejo de fundar a Tuy Flores. Hoje, ele tem como sócio, desde 1995, João
Carlos Zanelatto. “Sinto-me plenamente satisfeito com minha profissão. Dedico-me
quase que integralmente à floricultura, aos estudos e às técnicas, diz Paulo.
Ele acrescenta que a técnica é muito importante para a arte floral.” As pessoas
precisam ter conhecimento sobre a durabilidade de cada espécie, por exemplo, e,
principalmente conhecer a harmonia de
cores. É interessante saber, quem vai receber o arranjo, ou qual sentimento
quer se passar”.
O florista salienta
que os arranjos mais procurados são os simétricos, quer dizer, tradicionais,
mas existem ainda, os lineares e os vegetativos. Esses últimos retratam e
valorizam a natureza, utilizando-se galhos, folhas e afins.
No tempo livre, Paulo volta-se para a religião. É ele quem
faz a decoração da Igreja Cristo Rei. Em frente à sua loja, existe um capitel
com a imagem de Santo Antônio. “Sempre há flores diante da imagem. Elas são
obra de Deus, “exalta.
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