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quarta-feira, 2 de maio de 2012

" Respiro música"



Thiago Bohm Bottega, 23 anos, vem de uma família musical. Foi o tio Osmar quem o presenteou com uma flauta. Gesto que fez a diferença na vida deste jovem músico profissional.
Encontramos o flautista na abertura da Feira Brasil Alimenta, no Parque de Eventos de Bento Gonçalves, no último mês de abril. Vestido a rigor, ele tocou o Hino Nacional e o Hino do Estado do Rio Grande do Sul, acompanhado pelo tenor Vinícius Brandelli e pelo violonista Cristiano Araldi, e fez bonito. A cena chamou-nos a atenção e gerou esta entrevista. Confira!
 “Eu acompanhava os ensaios da banda do meu irmão na garagem”
Ter o gosto pela música ativado foi fácil. Aos 8 anos, Bottega já aprendeu algumas notas no violão da irmã, Cláudia e “ espiava’ os ensaios da banda do irmão, Gustavo, na garagem de casa. Aos 13, com o incentivo dos pais Agostinho e Maria Lourdes e do tio, ingressou no grupo de Flautas Caminhos de Pedra, onde ficou por 5 anos. Daí em diante, a história ganha força e brilho com os estudos na cidade de Santa Maria. “ Quando ingressei na faculdade, já estava preparado, dominava o básico do instrumento e sabia bem ler partitura, porque é preciso. Música é como um esporte, tem que ter treino e estudos diários”, diz o Bacharel em Flauta Transversa, já com projetos para cursar o Mestrado no exterior.
“Respiro música”
Bottega mantém um duo com o violonista Cristiano Araldi. Desde 2008, o duo Araldi-Bottega tem se apresentado nas cidades de Santa Maria e Bento Gonçalves. Além disso, foi professor, desde 2010, no projeto social Centro de Convivência Social Vicente Pallotti em Santa Maria e, desde 2011, no Programa de Extensão em Música da UFSM. Em sua trajetória como solista já atuou frente à Orquestra de Câmara da FUNDARTE e à Orquestra Sinfônica de Santa Maria, orquestra a qual foi membro desde 2008. Em 2010 e 2011, foi um dos vencedores do concurso Jovens Solistas realizado pela Orquestra de Câmara da FUNDARTE e, no ano passado, foi um dos finalistas do XVII Concurso Jovens Solistas da OSPA.
Neste ano, Thiago retornou a Bento Gonçalves onde também será professor do Curso de Flauta, na Fundação Casa das Artes. As inscrições estão abertas. “Se você se identifica com flauta, inscreva-se”, recomenda ele. O professor promete fazer acontecer.
  Bento tem espaços para festivais de música”
O músico bento-gonçalvense participou de vários festivais de música, em vários estados, onde atuou em orquestras e atendeu a masterclasses de flautistas renomados como Ransom Wilson, Nicole Esposito, Alberto Almarza, Danilo Mezzadri, Antônio Carlos Carrasqueira, Rogério Wolf, Sergio Barrenechea, entre outros. Em janeiro deste ano, esteve em Poços de Caldas, Minas Gerais, no festival “Música nas Montanhas”. Uma idéia que ele considera genial, já que são 15 dias de muito aprendizado e apresentações diárias abertas ao público. “Essa cidade é um exemplo. Bento Gonçalves também é uma cidade muito bonita, tem espaço para festivais de música, só precisamos de apoio”, observa ele.
 “Para ser músico, ao contrário do que todo mundo pensa, tem que estudar muito.”
Referência Musical de Thiago
Bach
Mozart
Debussy
Prokofiev
The Beatles
Vinicius de Moraes, entre outros.

Lembranças  de um ex-soldado

O 1º Batalhão Ferroviário estabeleceu-se em Bento Gonçalves, no ano de 1943, sendo a primeira turma proveniente do município de Santiago.
Conforme o ex-soldado da turma 1951-1952, Alaor Rodrigues, 80 anos, o time de futebol do Batalhão participou das Olimpíadas Militares realizadas no Estádio do Juventude, em Caxias do Sul, no ano de 1952, sagrando-se campeão. Fizeram parte do evento esportivo as equipes de Caxias do Sul, Vacaria, Lajes (SC) e a campeã, Bento Gonçalves.
Ainda segundo as memórias do ex-soldado Alaor Rodrigues, a Banda do 1º Batalhão Ferroviário, apresentava-se à Bandeira Nacional, nas dependências do Estádio do Batalhão, em São Roque, Bento Gonçalves. A banda era regida pelo Cabo Mendonça. 

terça-feira, 1 de maio de 2012



Um lugar na montanha

 A paisagem de outono já é linda por si só. Imagine então mesclar estradas sinuosas, plátanos amarelecidos e uma cascata? Esse lugar existe: Pinto Bandeira,Bento Gonçalves. É na estrada para essa localidade, no quilômetro 4, que estacionamos para desfrutar do aconchego de uma pousada com vinícola e restaurante. É a Casa Fornasier.
Vinhedos de Outono - Jv
Nosso descanso está garantido pelo clima de montanha, o silêncio e a hospitalidade dos proprietários da casa. O fogão a lenha e a lareira são um convite para as delícias do inverno na Serra Gaúcha. O café da manhã servido no salão de pedra com vista para a cascata tem o gostinho das geléias da colônia e o mel. Uma caminhada ao sol de abril renova os ares daquela terra já conhecida pelo seu terroir único. E por seus vinhos de montanha. Um brinde a este lugar que existe!

sábado, 14 de abril de 2012

Sensação de saudade

Réplica do relógio da estação mais famosa do mundo. Está no Bangalô ( bar e danceteria)em Bento Gonçalves

"Noite interminável
Sono que não vem
Desejo incontrolável
Saudade é uma
sensação esquisita,
às vezes, caçoa da gente,
outras vezes, credita.

Passa logo, tempo amigo,
traz respostas,
traz pedidos,
traz a paz
do colo
e do gemido."
 

terça-feira, 3 de abril de 2012

Era assim... na Festa do Vinho

O último Presidente da República a visitar Bento Gonçalves
fotos: acervo de José Oro

Foi na IV Festa Nacional do Vinho (Fenavinho) que a cidade de Bento Gonçalves recebeu a visita do General João Baptista de Oliveira Figueiredo - 30º Presidente do Brasil (1979 a 1985) . O último presidente do período da ditadura militar e também o último a visitar a Capital do Vinho. A festa realizou-se de 1 a 19 de fevereiro de 1980, sob a presidência de Nelton Callegari, tendo três vice-presidentes, José Ernesto Morgan Oro, Reinaldo Cestilio Dal Pizzol e Valério Pompermayer.  Naquela ocasião, foi inaugurada a Casa do Agricultor no interior do parque de eventos. Conforme Oro, o presidente Figueiredo ficou admirado com as lides da colônia, entre elas, o costume de se fazer chimia no tacho. O presidente provou a famosa figada com pão colonial feito na hora pelas “ mammas” e “ nonnas". Diferenciais da verdadeira identidade de uma festa dedicada ao agricultor e ao vinho.

Em busca da imagem perfeita

Fabiano e eu


Viajar, olhar, captar o momento. Ele faz isso muito bem. O jornalista e fotógrafo Fabiano Mazzotti percorre lugares pouco povoados e o interior do município de Bento Gonçalves em busca da imagem perfeita.
Ele pensou em cursar Educação Física. Foi mesmo ser jornalista. E dos bons. Começou como repórter esportivo e pedindo a máquina fotográfica emprestada. Mas, com planejamento e com várias profissões no currículo, entre elas, professor primário, atendente de loja de materiais de construção, diagramador, fotógrafo da prefeitura municipal, ele chega a 2012 com vários projetos e um livro a sair. Mazzotti também trabalhou com o futebol amador de Bento Gonçalves e como assessor de imprensa do Clube Esportivo, sendo essas atividades de muito impacto na vida do fotógrafo.
 “Tenho andado pelo interior, conversado com os moradores. O objetivo do livro é resgatar as informações e perpetuar a história para as futuras gerações,” relata Mazzotti. Ele acrescenta que o livro “Amém, Bento Gonçalves – igrejas e capelas desta terra” contará com imagens de 83 igrejas católicas seguidas de textos de autoria do Padre Izidoro Bigolin.
Fotojornalismo
A fotografia é linguagem não-verbal. Com muitos adeptos. Há pessoas que preferem ver a ler. Daí, a importância do fotojornalismo, área que Mazzotti domina. Ele possui um acervo de fotos que alimenta as assessorias de imprensa da cidade e da região. Foi no jornal local em que trabalhou que Mazzotti dedicou-se a essa arte. Fotografando automobilismo, motociclismo e eventos. Desses momentos, os mais marcantes foram:
Fotografar o Presidente Luis Inácio Lula da Silva, em Veranópolis, por ocasião da inauguração da usina; acompanhar o Rally dos Sertões, em 2003, 2004 e 2006,  o segundo maior rally do mundo  e estar no Estádio do Maracanã, em 2005, quando o Clube Esportivo de Bento Gonçalves jogou contra o Fluminense pela Copa do Brasil. Outros instantâneos são captados quando a dupla Gre-Nal vem se hospedar em nossa cidade. Nesses casos, eu sempre busco o diferente, não o óbvio”, diz Mazzotti.

 A era digital
Segundo Mazzotti, o processo digital democratizou a fotografia, mas também marginalizou a magia de tirar fotos. “No passado, se pensava mais e se fotografava menos. Hoje, as pessoas não pensam. É um clic atrás do outro. Depois é só excluir. Banalizou-se o valor de fotografar. Na fotografia com filme, havia a necessidade de se compor a imagem,“ argumenta ele. Outro fator é que tínhamos que pagar para ver a foto. Era necessário mandar revelar em um laboratório e esperar. Talvez daí, o cuidado com as imagens.
Conhecimento
O fotógrafo tem orgulho de conhecer bem as localidades do interior da Serra gaúcha. “No final de semana chego a fazer 50 quilômetros de moto, me identifico muito com o pessoal da colônia. Gosto de acompanhar o trabalho na parreira, a safra da uva e, principalmente, as paisagens nas quatro estações. “Chego a ficar observando a cena por mais de 30 minutos. Tenho que esperar a luz e as sombras, “ finaliza Mazzotti.
Por essas imagens detalhadas e eternas, nós só temos a agradecer. 

domingo, 1 de abril de 2012

Céu ardente sobre Bento

Céu ardente sobre Bento (Janete)

A ti, um poente de outono
Uma vida latente
Um sonhar
E um querer mais
 
A ti, um céu que arde
como a chama da paixão
que bateu forte
E não se sabe explicar
 
A ti, que brilha e faz brilhar
o sol de março
e o mormaço
de nossos anseios a latejar.