Sejam bem-vindos (as) !!!!!!

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Quando vi você

Quando eu vi você

tive uma idéia brilhante

foi como se eu olhasse

de dentro de um diamante

e meu olho ganhasse

mil faces num só instante

basta um instante

e você tem amor bastante.


Amor, então,

também, acaba?

Não, que eu saiba.

O que eu sei

é que se transforma

numa matéria-prima

que a vida se encarrega

de transformar em raiva.

Ou em rima.

Paulo Leminski

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Dez mil mensagens para Romeu

Se Romeu estivesse aqui conosco, na era das mensagens instantâneas, teria havido o desencontro de sua amada Julieta? Talvez sim, porque, nem mesmo dez mil mensagens seguram um amor.
 "Jamais história alguma houve mais dolorosa / Do que a de Julieta e a do seu Romeu." Sigam o episódio:
"Por fim, Lourenço promete que enviará um mensageiro para informar Romeu — ainda em exílio — do plano que irá uni-los e, assim, fazer com que ele retorne para Verona no mesmo momento em que a jovem despertar. Na noite antes do casamento, Julieta toma o remédio e, quando descobrem que ela está "morta", colocam seu corpo na cripta da família.
A mensagem, contudo, termina sendo extraviada e Romeu pensa que Julieta realmente está morta quando o criado Baltasar lhe conta o ocorrido."
Pobre, Julieta, por uma mensagem. Passaram-se seis séculos, segundo reza a lenda, e diante da parafernália da tecnologia, não se entenderia uma mensagem ser extraviada, mas, acontece.
Acontece também de amores conviverem entre 10000 mensagens e, por fim, deixarem no vácuo uma só, uma só: a de que , assim como o casal célebre da história quinhentista " é pra sempre " mesmo sabendo que o pra sempre um dia acaba".
O que dizer de milhares de mensagens trocadas, site, emails, sms, escritos, imagens, letras, desenhos e beijos. Mais de dez mil, por certo.
Dizem os loucos, que se não podemos entender o amor vamos vivê-lo loucamente, Sábias palavras.Porém, palavras. Quando elas tocam o peito, rebatem e voltam como um eco a decifrar nossos enigmas de vida e a nos fazer perguntas sobre o que foi e o que deveria ter sido.
Resta o gosto doce ou  amargo, uma fotografia que ainda emerge das situações antigas, um vídeozinho do celular ( alguém me mostra como se apaga isso) , um acróstico e uma frase que reverbera pelos quatro cantos da noite.
" Eu sou doido por ti"
Se você foi feliz por uma noite, um dia, um mês, seis meses - então valeu a pena, viu Julieta,  sua lindinha???

Alegria e interação à moda italiana



CORAL TERRA NOSTRA 
O público que interage com os componentes do Coral Terra Nostra é a força propulsora para esse grupo permanecer, há mais de 12 anos, à frente da divulgação da música e das tradições italianas. Eles já estão a todo vapor com as gravações do DVD que chega às bancas no final do ano. “As pessoas nos passam energia e força para continuarmos,” afirmam os coralistas.
O coral é composto por 8 integrantes: Nelson e Helena Franceschini, José Pedro Dalla Costa, Célio Vitorino Dalla Costa, Teodoro Anghinoni, Noemi Benedetti, Lúcia Tusset e Santina de Azevedo. A ideia de formar esse grupo vocal partiu do diretor de corais e músico Nelson Franceschini para homenagear os 125 anos da imigração italiana no Rio Grande do Sul. O ano era 2000.
Naquela ocasião, a rede Globo exibia em seu horário nobre a novela Terra Nostra, mostrando o Brasil entre o final do século XIX e início do século XX. A história se passava no interior de São Paulo, mostrando a imigração italiana no Brasil, com destaque para o romance de Giuliana e Matteo, dois imigrantes italianos que vieram tentar uma vida melhor em terras brasileiras.  O último capítulo foi ao ar no dia 02 de junho de 2000. Conforme Helena Franceschini, a escolha do nome do grupo partiu dessa novela que ficou na memória popular. O coral foi fundado no dia 3 de junho de 2000. A primeira formação contava também com a mezzo-soprano Carmen Manfrói Balzan (in memoriam).

Shows
Com cerca de 3000 shows no currículo realizados em hotéis, cantinas e no passeio de Maria Fumaça, além de apresentações em cidades do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, o grupo teve participações especiais em novelas e minisséries. É o caso da novela Água na Boca, da Rede Bandeirantes, exibida no ano de 2009 e do seriado Decamerão, da Globo, filmado em Bento Gonçalves e Garibaldi. “Acreditamos que nosso sucesso se deve a nossa alegria e a nossos shows, que permitem a interação com o público, sendo que, quando tiramos as pessoas para dançar, elas ficam muito felizes... até se emocionam,” diz Helena.
Poema musicado

Segundo a integrante Noemi Benedetti, todos os componentes eram ligados à música a ao canto coral.  Daí, a meta sempre foi cantar e encantar. “Nosso CD – Italia, ieri, ancoi e domani- contém 18 faixas , sendo que a primeira traz o poema do escritor e pajador,  Pedro Júnior da Fontoura, Chapéu de Palha. Uma homenagem a  gente desta terra, “diz Noemi.
 As demais faixas são Mérica, Mérica, Santa Lucia, Quatro Passetti, Mazzolini Dei Fiori, El Cachatore Del Bosco, Se bem Che sono dei Monte, In campagna cantando siva, Piu Bel giardin, Valsugana, Stella Alpina, La strada Del Bosco, Campane di San Giusto, La Bambola, Mamma Mia, Reginella Campagnolla, Sr. Doutor, La bella polenta e a Marcha de autoria do diretor do coral Nelson Franceschini.


Cenário de DVD


As gravações para o DVD já estão em andamento. Os lugares escolhidos remetem a cenários históricos e turísticos do município de Bento Gonçalves, entre eles, a Pipa Pórtico, as Igrejas Cristo Rei e São Bento, a Estação da Maria Fumaça e a paisagem rodeada de plátanos no parque da Fenavinho. Para comemorar os 12 anos de sucesso do Coral Terra Nostra, vem aí o DVD.
“Cantar é próprio de quem ama.”
Carmem Manfroi Balzan
Homenagem Póstuma dos colegas do Coral

domingo, 1 de julho de 2012

Paixão


Com sua licença, poetas Kleiton e Kledir...não há quem resista a esta declaração de amor...
Amo tua voz e tua cor
E teu jeito de fazer amor
Revirando os olhos e o tapete,
Suspirando em falsete
Coisas que eu nem sei contar.
Ser feliz é tudo que se quer!
Ah! Esse maldito fecheclair!...
De repente, a gente rasga a roupa
E uma febre muito louca
Faz o corpo arrepiar.
Depois do terceiro ou quarto copo
Tudo que vier eu topo.
Tudo que vier, vem bem.
Quando bebo perco o juízo.
Não me responsabilizo
Nem por mim, nem por ninguém.
Não quero ficar na tua vida
Como uma paixão mal resolvida
Dessas que a gente tem ciúme
E se encharca de perfume,
Faz que tenta se matar.
Vou ficar até o fim do dia
Decorando tua geografia
E essa aventura
Em carne e osso
Deixa marcas no pescoço.
Faz a gente levitar.
Tens um não sei que de paraíso
E o corpo mais preciso
Que o mais lindo dos mortais.
Tens uma beleza infinita
E a boca mais bonita
Que a minha já tocou. 

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Vênus, Adônis, o amor e as rosas vermelhas

Adônis foi o homem mais belo que a Grécia já conheceu.  Era um jovem caçador, seu rosto era esculpido, com testa, olhos, queixo e nariz absolutamente perfeitos. Um dia, Vênus, a deusa do amor, estava conversando com seu filho Cupido,quando teve a atenção desviada pela beleza do jovem mortal.
 Quem será esse rapaz? Nunca vi nenhum mais belo - disse a deusa ao filho. Cupido deu uma olhada rápida, estava absorto afiando suas flechas.
Vênus percebeu que seu filho ficara com ciúmes e o pegou nos braços enternecida. Deixe disso, é apenas um belo rapaz, mas nenhum é tão belo quanto meu filho.
Ao tomá-lo nos braços, porém, a deusa acabou ferindo-se com uma das flechas. Descendo à terra, Vênus decidiu seguir discretamente o jovem caçador. " Preciso conhecê-lo melhor! ", pensava a deusa, enquanto o seguia. Adônis havia parado um pouco no bosque; estava inclinando amarrando as sandálias, o que deixava á mostra sua rija musculatura sob a fina túnica que cobria seu corpo.
Vênus, sem poder conter-se mais, saiu lentamente em direção ao jovem. .
Olá, disse Vênus, procurando imprimir um tom natural ás palavras.
E você é Vênus, não é? disse Adônis certo de que mortal alguma poderia ser dona de tamanha beleza e encanto.
Sim, sou.. E você quem é?
Sou Adônis.Caça sempre aqui?
Bem,sempre não diria, mas é meu bosque preferido.
Você não é um deus, é?
Não, bela deusa, na verdade eu...
Como pode ter a beleza de um deus e não seu um deles? , dardejando um olhar intenso sobre a face do jovem, como se desferisse uma estocada certeira.
Veja o outro pé da sua sandália também está desatado.
Adônis fez menção de abaixar-se.
Vamos , coloque o pé na outra pedra, disse a deusa, impositiva.
O jovem apoiou o pé. Colocando-se á sua frente a deusa inclinou-se. De cabeça baixa, seus cabelos roçavam a cintura de Adônis.
Mortais inclinam-se diante dos deuses, e não ao contrário - disse ele
Adônis fez com que ela se erguesse. Antes, porém que Vênus estivesse totalmente equilibrada, recebeu da boca do rapaz um beijo longo e ardente.
A partir daí, a deusa passou a descer todos os dias de sua morada celestial para trocar carícias com o belo amante.
Vou fazer de você um deus, prometia ela,aninhada em seus braços. Entre carícias e abraços passavam os dois os seus dias. Adônis entregue á sua nova paixão, havia esquecido momentaneamente o seu arco. Mas com o tempo voltou a caçar.
Cuidado , Adônis, dizia sua amada.
Adônis estava radiante, pois possuía agora as duas coisas que fazem a alegria da vida: o amor e a diversão.
Ao enfrentar um javali, Adônis caiu sobre a relva ao ser atingido pelas enormes presas do animal .
Vênus não ia tão longe que não pudesse deixar de escutar os gemidos do seu amado.
Adônis, meu amor, o que houve?
É o meu fim..., balbuciou o jovem, enquanto recostava a cabeça sobre o ombro da deusa.
Vênus enterrou ali mesmo o corpo do amado, começaram a brotar algumas flores. No mesmo dia, a sombra de Adônis adentrou a morada dos mortos. Todos encantaram-se com a beleza do rapaz. A esposa de Plutão tomou para si a proteção do belo jovem.Vênus continuava inconformada.
Preciso trazê-lo de volta.
No auge de sua dor, resolveu resgatá-lo.
Ele agora é meu, disse a esposa de Plutão.
As duas deusas estavam dispostas a iniciar uma briga, quando Plutão interveio, sugerindo que Adônis estivesse um tempo entre os vivos e um tempo entre os mortos.
Vênus conseguiu o que queria e durante seis meses do ano tinha a felicidade de rever seu adorado Adônis
Contam alguns que do sangue da ferida aberta teriam nascido rosas vermelhas, outros narram que as rosas nasceram das lágrimas de tristeza de Vênus.




domingo, 17 de junho de 2012

Arte borbulhante

Entendidos dizem que o champanhe é a bebida mais aristocrática da história. Quem sou eu para discordar. Sendo que, já sei da sedução de seu gosto. Apreciar uma bela taça de champanhe é tarefa das mais agradáveis. Imagine então, apreciá-la  no terraço de uma das mais belas vinícolas do mundo: Luiz Argenta, em Flores da Cunha. Ah! Tenho de dizer mais, esse post poderia até ter como título -" Da deprê  às caves da vinícola mais charmosa da região". Não bastasse o charme, o ambiente, a recepção dos diretores: pai e filha, ainda haveria de visitar uma exposição de artes espalhada pelos diferentes ângulos da cantina. É a interpretação que os artistas fazem da bebida,a qual, reza a lenda - o presidente americano John Kennedy servia a Marilyn Monroe em seus encontros. Aiai...Dizem também que foram resgatadas garrafas intactas dos destroços do navio Titanic. Já, no filme, Marie Antoniette, a personagem não se priva de aparecer com a taça na mão. Porém ( a quem interessar possa - e a quem, em certa ocasião,  passei a informação - dizem ser falsa a lenda que as primeiras taças tiveram como molde os seios da Rainha da França). Tudo bem. Prosseguindo, numa sinfonia de aromas e rochas. Sim, porque a vinícola está cravada em um rochedo.Os artistas desfilaram as mais diversas técnicas, resultando num livro que me foi presenteado: um show! Obrigada!
Vivências Sensoriais

O artista Frei Celso Bordignon, a obra com tábuas de pipas e esta blogueira


Durante a visita à cantina, enlevada que estava pelos detalhes, tive a oportunidade de conhecer o artista Frei Celso. O material que ele utiliza é têmpera e ovo. Acreditem. Tem foto acima. Ele escolheu portas abandonados para servirem de moldura e, pasmem, algumas tábuas de pipas como suporte de suas pinturas. Eu, logicamente, parei, nessa última. Ainda tenho algo a comentar. Poucas palavras, claro, porque elas insistem em vagar pelos meus pensamentos e pela minha história. De sensibilidade em sensibilidade, fui ficando mais e mais e mereço viver isso. Esgotar a sensibilidade jamais.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Um pouco da história do acordeão na região do vinho



*A partir de 1875, com a chegada dos imigrantes italianos, começaram a ser conhecidos, na nossa região. os acordeões fabricados na cidade de Cremona, Itália.
*Foi em Santa Tereza, que o casal de imigrantes cremoneses Cesare Appiani e Maria Savóya – ela filha do fabricante dos acordeões Savóya- fixou residência e fundou a primeira fábrica de gaitas.
* Em 1964, a fábrica de Acordeões Todeschini S/A, fundada por Luiz Matheus Todeschini, possuía mais de 700 colaboradores e uma produção mensal que girava em torno de 1.400 gaitas. A empresa primava pela qualidade e riqueza de som de seus instrumentos.
*Em 1971, um incêndio destruiu praticamente 50% da fábrica de Acordeões Todeschini, o que levou os proprietários a repensar as condições do mercado musical, deixando de produzir acordeões e se dedicando à produção moveleira que já estava em andamento, mas em menor escala.
*Vitório Gava, filho de imigrantes italianos, criou a marca “Scala”, cujo nome ficou conhecido mundialmente por se inspirar no Teatro Scala, de Milão. A companhia exportou acordeões para mais de 30 países.

O gaiteiro 1967
A estátua do Gaúcho localizada no Parque de Eventos (Fenavinho) é um monumento de Bento Gonçalves. A obra simboliza a tradição rio-grandense.  Também representa a figura do gaiteiro, numa alusão ao município, que, na década de 1960, foi o maior exportador de acordeões.