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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Terapia do riso


Comemorando três anos da peça teatral “Tudo vira cena”, as atrizes Marciele Bertoldi Scarton e Regina Fernandez subiram ao palco do SESC, em Bento Gonçalves, no último dia 16 de dezembro.  Desta vez, com o acréscimo do talento da nova integrante do grupo, Nina Picolli. Os dilemas femininos encenados com uma boa dose de humor eletrizaram o público. Um espetáculo e tanto!
Cultura é isso, diz a atriz Marciele, o encontro de forças de boas amigas para fazer acontecer. Com essa fala, no final da entrevista, que realizamos, a irreverência de Marciele junta-se à experiência de Regina e à jovialidade de Nina.
 Sentadas no palco, agora com as cortinas fechadas, elas formam um grupo teatral batalhando para levar o gosto pela comédia à cidade e região. Estão gratificadas pelo prestígio do público. “O grupo complementa e atualiza os textos a cada apresentação e também a partir da interação. Muitas coisas que estão, hoje, no texto, foram incorporadas a partir de improvisos ,” diz Marciele.
Personagens
Ouvem-se muitos risos durante todo o espetáculo com o desenrolar das histórias das personagens: dona de casa, freira, cartomante, idosa, namoradeira e militante, inclusive, quando descem do palco para interagir com o público. É, nesse momento, que a capacidade interpretativa e de improviso de cada uma delas torna-se visível. Dessa vez, teve até arremesso de calcinha e dança Gangnam style.
Em meio aos aplausos, as atrizes agradecem a presença, apresentam a equipe, na iluminação, Caroline Rosina e na sonoplastia, Maurício Polli. Após o espetáculo, dirigem-se à porta e abraçam todo o mundo. “Fazer rir também nos faz felizes!” enfatizam.
O texto da Tia Inez é de Marciele Scarton e Ivan Pedro Lazzarotto Machado. Os demais são de Regina Fernandez.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Amor ao rock

Os talentosíssimos trigêmeos e esta blogueira

Ídolos indiscutíveis dos trigêmeos Clara, Pedro e Bruno Tregnago Garcia, de 14 anos, os Beatles ocupam o primeiro lugar na lista de referências. Em seguida, vêm Rolling Stones, Led Zepellin, Elis Regina, Rita Lee, Raul e a fase tremendão de Roberto Carlos. Na linguagem dos jovens músicos “LP” é recorrente. Confira a entrevista com os componentes da Banda Caprikrânios.

Rodeados pelos long-plays da coleção do pai, Wanderley Garcia e pela voz da mãe Simone Tregnago Garcia, integrante do Coral da UCS nos anos 1990, Pedro, Bruno e Clara sempre tiveram incentivo para a música. Eles explicam que o nome da banda é a junção do signo Capricórnio com um dos símbolos do rock.
Para entender o amor pela música e o dom de cantar dos irmãos é assistir ao vídeo no Youtube e se preparar para o possível lançamento de um CD com canções próprias. “Nós três cantamos,” diz Clara.
Neste ano, eles participaram do 1º Festival de Música Estudantil de Bento Gonçalves e do 6º Recital da Escola Musical Center, no último dia 08 de novembro. Pedro, desde os nove anos estuda bateria. Bruno estuda piano clássico há três anos, Clara estudou guitarra porem  preferiu a energia do microfone e se descobriu no vocal.
Eles frequentam a oitava serie na Escola Vânia Mincarone. Como todo adolescente, são ativos, falam muito e adoram estar no palco. Mas, é Bruno que confessa que “dá sempre uma ansiedade.”
Pedro acrescenta que a música escolhida para o recital foi Toxicity da banda System of a Down.”Eu estava ensaiando há três anos. “Queria muito apresentá-la e, finalmente, ela foi realizada com sucesso.”
Bruno por sua vez brilhou no teclado com Come Toghether dos Beatles e também fez um dueto com o irmão no clássico, Forever, dos mascarados da banda KISS.
Clara emocionou o público cantando a música “My Immortal”, da banda Evanescence no Recital da Escola Musical Center, sendo aplaudida durante o decorrer da canção.
As letras são compostas pelo trio, e algumas tratam de assuntos importantes para a sociedade, como a conscientização dos jovens em relação às drogas.
O clipe sairá este ano.


terça-feira, 27 de novembro de 2012

Um bom ano


Com licença, Prof. Vanderlei Rodrigues para publicar sua crônica. De uma boa safra de textos, este é meu preferido.



"Eu sou um abstêmio. Minha bebida favorita é a água potável. Algumas vezes, faço uma concessão a um suco de alface. Porém, sempre tem um dia. Um dia destes, um nababesco amigo convidou-me para conhecer a sua adega particular. E lá fui eu, tentando incorporar o espirito de Dionísio e/ou Bacus, deuses do vinho.
Meu amigo fez um pequena dissertação sobre as caracter

ísticas de um vinho - safra, cor, sabor, tipo de uva, região de produção, etc.
Depois destas preliminares, fomos aos " finalmentes", isto é, provar o objeto desejado.
Ele pegou duas garrafas, fitou-me e perguntou: 1958 ou 1959?
Entre constrangido e curioso nada falei, meu amigo decidiu - vamos de 1959, é a minha safra favorita.
Abriu a garrafa, pegou uma taça e derramou um porção daquele líquido vermelho e falou - Começa professor.
Coloquei um gole na boca. Fiquei degustando, senti o sabor, a densidade, minha língua ficou impregnada daquele gosto de uva e, pensei comigo mesmo - maravilhoso, excitante, encantador. É o verdadeiro néctar do deuses.
Jamais esquecerei aquele vinho safra de 1959. Um dia destes, vou provar um de 1958, talvez seja tão gostoso e inesquecível."  ( Revisão desta blogueira)

domingo, 25 de novembro de 2012

Sorvete, uvas e mel


Em tempos de “Cinquenta tons de cinza “ ( ainda não tive o prazer de ler), lembrei-me de um artigo que li da escritora chilena Isabel Allende, de quem sou fã incondicional, no qual ela divaga a respeito da utilização do chantilly na culinária e – reconheço que, na época, achei que , realmente, era  só para coberturas de bolo que servia o referido creme .
Depois de um tempo, juntei-me à humanidade em busca da fórmula do prazer eterno e confesso, prefiro o sorvete  que está  bem à mão.De preferência sorvete de baunilha, essência indispensável para  gelar as papilas gustativas.
Mas, por essas coisas dos sentidos e das imagens, naveguei no livro Afrodite, contos, receitas e outros afrodisíacos, publicado em 2002, por Isabel.  Sabendo da alegria que causa o chocolate, o champanha e o vinho, deparei-me com as frutas: maçã, fruto da tentação, morangos e framboesas, mamilos frutíferos e as uvas.  Ah, as uvas... Dizem que um encontro que se preze deve ter esses grãos, associados a não sei o quê dos deuses Dionísio, Bacco, etc, etc. Da banana , diz-se que só tem o formato, o que já é um mérito.
Porém, há um alimento que vem das coxilhas, dos campos floridos, da campanha, conhecido como o néctar de Afrodite, a deusa do amor.Só de lembrar de sua doçura dá água na boca. É o mel. Baita substância natural. Mas, cá entre nós, o maior afrodisíaco que existe é mesmo  o pensamento.
“Comer e fazer amor são atividades tão intensamente relacionadas que, às vezes, se confundem ... “(F.A.)


sábado, 24 de novembro de 2012

Imagens

Mastelas





A majestade vai a pé

Até quando???


Patrimônio de Bento


Tinas

Até quando??

sábado, 10 de novembro de 2012

Voo na igreja

O horário de verão no Sul do país, começou há pouco. As tardes mais longas proporcionam alguns planos espichados, como caminhar, sentar à sombra, tomar chimarrão, e tantas outras atividades à claridade do dia e ao lusco-fusco do entardecer. Neste último dia 9, o pôr -do- sol foi regado a boa companhia e cadeiras na área aberta. O de hoje, 10/11/12 - uma data que não irá se repetir - foi para olhar para cima. Fui à missa.
Sem atrasos. À porta da matriz, o Padre Vinicius, jovem , na faixa dos 20 e pouco anos. De uma sinceridade translúcida, ele disse que anotara algumas partes da homilia, por ser uma das primeiras missas rezadas e que, a comunidade merecia.
Ele leu , mas também, cativou. Naquele momento, eis que uma andorinha voa pela nave central do santuário e vai pousar no topo da cruz do altar. Eu acompanhava o voo do pássaro. Um sinal? No fim da missa,  apreciei aquele ser de asas, o qual me fez sorrir, numa tarde de sábado, em que precisava de um alento. Padre Vinicius, linda missa!

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

A rocha e a brisa


Certa vez perguntaram a Obama:
- Quem é Michelle? ele respondeu:
 - " A rocha da família". Provavelmente ele, também, pensou em falar - o mel, o furacão e a brisa. 
Vendo cenas da festa da vitória democrata lá estava ela - soberana, linda sob as longas pernas, com uma deselegância discreta que absurdamente a deixa mais elegante . Obama, quatro anos mais velho, era um simples coadjuvante, Michelle era a protagonista ,a diva naquele palco.
Sua biografa a considera "franca, voluntariosa, divertida, repleta de garra e ocasionalmente sarcástica...Somando-se a isto, a beleza negra torna-se uma mistura letal à nós, pobres machos da espécie. Esta advogada formada em Harvard resgatou o discreto charme e imponência as primeiras damas dos E.U.A (que estava escondido, desde o eclipse de Jacqueline Kennedy).
Michelle trouxe sensualidade à Casa Branca. Surpreendeu os fotógrafos e cinegrafista ao beijar Obama em público. Não aquele beijo protocolar,mas um beijo molhado cheio de promessas e tesão. E Obama respondeu, com um leve toque na bunda.
( Texto: Prof. José Vanderlei Rodrigues) Revisão: Profe Janete