Sejam bem-vindos (as) !!!!!!

terça-feira, 16 de abril de 2013

Comunicadoras da vida

Homenagem à minha mãe
Merecedoras de um dia especial,
Comunicadoras da vida em todos os aspectos,
Colaboradoras com a obra da criação,
Para vocês, mães, mais carinho...
Para as mães que estão entre nós, mais amor.
Para aquelas que nos olham dos céus, uma oração.
Para as mães do sono interrompido tantas vezes, paciência.
Para a mãe-renúncia, um apelo
Para a mãe-esquecida, uma lembrança
Para as mães com os filhos nos braços, uma ajuda.
Para as mães com os filhos distantes, uma promessa.
Para as mães dos limites e vontades, um acerto.
Para as mães educadoras, uma virtude.
Para as mães de fé, uma bênção.
 Para Maria, mãe de Jesus, um salmo.
Para todas as mães, um
Feliz Dia das Mães! ( Poema publicado no Jornal Boa Notícia número 86/ Abril 2013)





sexta-feira, 5 de abril de 2013

Esculturas do corpo

Assinando as obras expostas no hall do Pavilhão A da Fundaparque, criadas especialmente para a última edição da Feira Internacional de Máquinas, Matérias-primas e Acessórios para a Indústria moveleira (FIMMA – Brasil), a escultora Karem Poletto Jacobs confirmou a tendência do evento: inovação.

O convite partiu da responsável pelo leiaute da feira, arquiteta  Adriana Pecin. “A ideia das esculturas em tela de arame e o monumento de ferro me vieram à cabeça assim que fui convidada”, diz a artista. Ela acrescenta que sua temática sempre é a figura humana. Acentua que o objetivo foi a interação dos participantes. “Em algum momento os visitantes passaram pelo meio das obras. A passagem foi proposital.”
Tudo é uma construção
No caso das esculturas da FIMMA, ela agradece a equipe de montadores, que auxiliaram na colocação da obra. Mas, ressalta que também “colocou a mão na massa”, quer dizer, na solda.
Karem é formada em Educação Artística pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Os materiais utilizados pela escultora vão desde papel machê e resina até cimento e ferro. “Eu gosto de mesclar materiais. Não fico limitada. Tudo é uma construção. O ferro remete a coluna, que sustenta o corpo, objeto principal das minhas criações”, explica. Ela acrescenta que estudou anatomia para retratar em suas obras o corpo humano desmembrado.
Movimento
Monumento na praia de Tramandaí
Karem é Carem. Filha de Teresinha e Marne Poletto. Casada com Mauricy Jacobs. A bento-gonçalvense também tem inspiração no mosaico romano e contemporâneo, arte em que se aperfeiçoou na Itália. Mas, é na obra que tem movimento que ela se encontra. O responsável por essa diferenciação é conforme Karem um grande mestre, o professor Carlos Tenius, a quem presta uma homenagem pelos ensinamentos. A mãe de Enrico, 12 anos, tem planos imediatos de abrir um ateliê no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves.

terça-feira, 12 de março de 2013

Quem diria? Os retalhos...


A professora Eliana Volpato se considera a pioneira no ensino da técnica de Patchwork na região de Bento Gonçalves. Conforme Eliana, o Patchwork é a junção de tecidos, cores e amizades. “São pontos que se unem em torno dos retalhos escolhidos, conforme o gosto de cada aluna. Tramados com a alegria do trabalho bem feito, resultam em peças unidas com amor. Aquecem, iluminam, decoram e alegram o ambiente”, acrescenta.
Ela ressalta que o Patchwork é uma tendência mundial. De acordo com Eliana, essa arte em painéis, mantas, caminhos de mesa, colchas e bandôs, entre outras peças, também está aparecendo em estofados e roupas customizadas. “As possibilidades de criação são infinitas. O grande prazer é que você pode fazer ainda para presentear”.

Paciência e dedicação

Eliana aprendeu a fazer crochê aos seis anos. Aos 12, ganhou uma máquina de costura. Fez seus primeiros bordados sob os ensinamentos e o carinho da professora Ortenila Köch. Cursou Letras e Pós-graduação em Marketing. Mas, ela ressalta que, em seu currículo, os cursos de Patchwork realizados em São Paulo e Gramado ganham destaque. Em novembro de 2011, esteve também em Houston, Texas, nos Estados Unidos participando da maior feira de Patchwork do mundo. “É um trabalho de paciência e dedicação, por isso mesmo, sou apaixonada pelo que faço”. A professora acentua que os cursos de Patchwork ajudam na concentração e na criatividade. Os cursos são oferecidos à tarde e à noite. 

 Saiba mais sobre esta arte
Patchwork é uma arte que consiste em unir tecidos com uma infinidade de formatos.  Dá-se esse nome a parte superior. Já a obra completa é o acolchoado, formado pelo topo do trabalho mais a manta acrílica e o tecido fundo, tudo preso por uma técnica conhecida como quilting ou acolchoamento. Grandes indústrias têxteis desenvolvem anualmente tecidos especiais para o Patchwork. Também existem revistas, materiais e ferramentas que visam facilitar o trabalho. A cor é o elemento que mais chama a atenção numa peça de Patchwork.  Saber combinar as cores e os tons e conseguir uma harmonia entre eles é um grande passo para quem deseja fazer um bom trabalho.



domingo, 3 de março de 2013

De cigarras, lembranças e ventos

Ouço algumas cigarras nas árvores da vizinhança.
Normal, fim de verão.
O canto estridente lamenta...O quê?
Início e fim de verão
 canto da cigarra
sinfonia triste
anúncio do que vêm por aí
Lembro do som das cigarras
nos vinhedos
Época boa de uvas ...
Posso pegar um cacho??
Há quanto tempo não me sirvo
de uvas nas vinhas?
Talvez por temer
caminhar entre os parreirais
e ver lembranças apontando
para raízes ...barris
bordalesas e pipas.
E por falar em lembrar
Soube que teremos pouco a lembrar
do acervo do Museu de Bento
Ele pede socorro
Fiz a foto, à noite, com uma profunda dor 
Ver a janela central destruída
Solta
Uma imagem a vagar
pelos ventos que aí entraram
O Museu pede socorro
E eu não posso parar de olhar
para o prédio
Parece dizer
Olha eu aqui!..às pessoas que passam
Noite e dia haverão de se encontrar
para que eu possa fazer imagens do casarão feliz.


terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Sobre o amor


Escreve sobre o amor. Este foi o apelo de uma amiga virtual, então, para não dizerem que eu não falei de amores falarei.

No portal de entrada para a casa de Julieta, em Verona, que data do século XIII, há incontáveis bilhetes e juras de amor dos milhares de visitantes. Segundo a tradição, para encontrar o verdadeiro amor, as mulheres devem passar a mão sobre o seio direito da estátua de Julieta postada no pátio interno da casa.Na dúvida, todos os visitantes seguem o ritual, e o seio direito da pobre estátua encontra-se completamente desgastado!
Texto do professor Vanderlei Rodrigues

Esta minha amiga (vamos chamá-la de Julieta, em louvor a Shakespeare) eu nunca a vi pessoalmente, apenas aqui pelo monitor do meu PC. Digamos que foi compatibilidade à primeira teclada. Linda e elegante esta última flor do Lácio, culta e bela, de início, já demonstrou ser diferenciada – resistiu, bravamente, debates áridos e complexos, demonstrou ter uma bagagem cultural consistente, e um gosto refinado.
Nas relações amorosas, Julieta vinha, digamos, de um fracasso conjugal. Ela me pareceu enquadrar dentro daquele perfil – mulheres inteligentes, escolhas insensatas. No longo relacionamento tinha muita sede, mas a fonte parece não ter sido generosa.
Fim de relacionamento, Julieta foi à luta, afinal, a fila anda. Colocou sua nau a navegar pelos mares encrespados da internet. Se amores presenciais não deram sorte, talvez os virtuais dessem certo.
Julieta navegou por mares nunca dantes navegados. Conheceu o melhor e o pior da fauna “marinha”. Muitas vezes achou que tinha encontrado um porto-seguro para atracar sua nau colorida e cheia de amores, mas, sempre os ventos do sul obrigavam-na a buscar o alto mar.
Perseverança é uma das virtudes de Julieta, ela continuou sua odisseia em busca da terra do amor, afinal,em algum lugar do horizonte este nobre sentimento deveria existir.
Julieta agora esta apaixonada, encontrou seu porto seguro, e por ironia do destino, ele estava bem próximo da sua aldeia.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

“A bateria voltou”




“ O importante é ser fevereiro e ter carnaval pra gente sambar.” Um grupo de amigos residentes na Osvaldo Aranha está aquecendo os tamborins na entrada da Boate Grafitti, ao lado do Clube Ipiranga.  Após ensaiarem dois meses, tudo tem que sair como o planejado. Mesmo porque, o mestre quer fazer bonito. A ideia de Carlos Alberto Bacca ( hoje residindo em Brasília) tomou fôlego, quando os integrantes, dez ao todo, herdaram os instrumentos da Escola de Samba A Voz do Morro. Com uma seleção de marchinhas e sambas, começava a folia. Daí, partiriam para os clubes sociais e para o carnaval de rua em cidades da região.
O repicar do samba , 26 anos depois, vai ser ouvido, neste ano, na chamada concentração. Um espaço que os blocos alugam.
Na concentração do União do Morro, também estarão o “ UTI” e “ Kamikases”.
A bateria hoje conta com 30 integrantes. Segundo Daian Nodari, ex- componente, em seu auge, o bloco chegou a ter 80 integrantes, entre bateria e passistas, sob a presidência de Luis Delano Oselame ( atual presidente do Esportivo). Ele acrescenta que, na época dos carnavais de clubes, Bento Gonçalves chegou a ter três blocos com bateria, mas a do União do Morro foi a única que resistiu.
Esse mesmo orgulho é dividido entre os irmãos Márcio, 33 anos,  e Biso Sonza,  31, atuais
coordenadores do bloco.
No ano passado, os integrantes chegaram a usar camisetas pretas, em protesto, pelo fim da bateria.
Mas, como todo brasileiro é um forte e o carnaval é a festa do Brasil, esse ano, a bateria volta com dez tamborins, cinco caixas, quatro surdos, dois repiques, três chocalhos, três agogôs,um cavaquinho e dois intérpretes de sambas-enredo. O abre-alas será o samba vencedor da Salgueiro , em 1993.

“Explode coração
Na maior felicidade
É lindo a União do Morro
Contagiando e sacudindo esta cidade”






Italianos e Poloneses: a convivência



Com uma memória invejável, Vitor Inácio Kozowski  considera-se um “anotador tardio”. Aos  78  anos, o bento-gonçalvense, nascido , na Linha José Júlio, em Santa Tereza ( na época ,distrito) , pesquisou durante mais de dez anos a história da imigração polonesa no Estado do Rio Grande do Sul. A envolvente pesquisa resultou em quatro livros: Estes imigrantes entre outros, Dois registros, Os poloneses das colônias de Alfredo Chaves/Guaporé, Estes também na Serra Gaúcha.
Kozowski demonstra seu comprometimento com o resgate histórico dos pioneiros na Serra Gaúcha.  O intuito também é revelar que a América brasileira foi construída também por elemento polonês.  Com o apoio moral e cultural dos pais e avós, o escritor assumiu o encargo de descrever os nomes dos imigrantes poloneses que chegaram a viver na região serrana do  Estado.” Espero ter contribuído para o preenchimento das lacunas existentes na literatura sobre a história imigratória do Estado, " diz.

Neto do imigrante polonês Alexandre Kozlowski, Vitor herdou os traços da raça: olhos azuis e altivez. Filho de agricultores, ajudou os pais na colônia. Estudou Filosofia e Pedagogia no Seminários de Gravataí e Viamão. Aos 30 anos , emigrou para os Estados Unidos onde morou  por 11 anos, em Connecticut, Ohio, trabalhando como torneiro e fresador. De volta ao Brasil, tornou-se microempresário. Hoje, está aposentando.
Kozowski  tem quatro filhos . Não é mera coincidência. Se existe uma máxima que diz que um homem deve plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho, os quatro livros editados reascendem o instinto paternal por toda uma geração de compatriotas.